
A todos um bom final de semana
Sydney é a antítese do que pensamos da Austrália.Não há nada de rústico ali. Nada de cangurus, de crocodilos e de homens bronzeados com cabelos loiros que surfavam muito e falavam pouco. A cidade mais famosa da Austrália tem a beleza da Europa, com uma pitada dos Estados Unidos. Suas ruas têm casas inglesas do século 19 com sacadas trabalhadas em ferro forjado.
Uns poucos arranha-céus no centro sobressaem sobre um monte de lojas que não fariam feio em Milão e cafeterias que remetem à França. Até os surfistas vestem-se bem para tomar seu café com leite e ovos florentinos no café da manhã na Praia de Bondi. A cidade é uma referência da vida ao ar livre, famosa por seu culto aos corpos bronzeados e musculosos. A Praia de Bondi é urbanizada, com acesso por uma estrada que leva a uma série de lojas e hotéis feios. Mas ainda é a meca dos surfistas de Sydney, junto com as bem mais bonitas Whale e Palm, no norte da cidade. Os moradores dos arredores parecem tão vaidosos quanto os cariocas mas a cidade é limpa e há mais motivos para se estar em forma. Sua enseada tem dúzias de praias intocadas, que desembocam nas águas violentas do Pacífico.
Todas as manhãs e noites as praias e os parques da cidade ficam cheios de surfistas e praticantes de tai chi e capoeira.Um programa obrigatório é subir a Ponte Harbour, o segundo mais importante marco local, perdendo para a Opera House.
A enorme estrutura de ferro da ponte de vigas entrelaçadas serve de pano de fundo para a espetacular queima de fogos do Ano-Novo. Ao atingirmos o topo, o sol torna-se de uma cor laranja-avermelhada, como uma bola de fogo, e, ao se pôr, tinge de rosa as velas brancas da Opera House.
Reportagem: viajeaqui.abril.com.br
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